25 de Abril

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sexta-feira, 9 de maio de 2008

INA "oferece" curso de avaliação de pessoal docente centrado na análise de 96 condutas



O INA está a oferecer um curso de 16 horas sobre avaliação de pessoal docente. Pelo preço de 200 euros, os PCEs e coordenadores de departamento estão a ser convidados a frequentar um curso que se baseia, sobretudo, na análise de 96 condutas. Veja aqui as célebres 96 condutas e fique a saber que aquilo que se suspeitava está a concretizar-se: o modelo de avaliação de desempenho imposto pelo decreto regulamentar 2/2008 impõe um avaliação demasiado comportamentalista, quantificada e espartilhada. Todos sabemos que os instrumentos de avaliação condicionam muito às práticas de ensino e de aprendizagem. Com um processo de avaliação centrada na análise de condutas tão segmentadas, está-se a contribuir para o empobrecimento do acto educativo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

INA "oferece" formação em avaliação de desempenho ao preço de 200 euros por acção



Quero partilhar convosco a minha perplexidade perante a oferta do INA (Instituto Nacional de Administração, Instituto Público) para Acções de formação visando a Avaliação do desempenho docente ao preço de DUZENTOS EUROS por pessoa. Poder-se-á deduzir daqui a "pressão" no processo de avaliação ou então fica confirmada a americanização do sistema de ensino em Portugal?!..
Ao consultar a página do INA poderá verificar-se que relativamente à oferta de 7 Seminários propostos, quatro, em Oeiras, já estão esgotados. Sabendo que cada Seminário tem um número máximo de 25 formandos, nestes quatro seminários o Instituto Público vai "arrecadar" 20 000 Euros. Se os outros 3 se vierem a realizar (um em Oeiras, outro em Semide e outro ainda na Escola Martim de Freitas em Coimbra) são mais 15 000 Euros, ou seja, um total de 35 000 Euros no espaço de um mês.
Os temas propostos nestas acções são importantes para os Conselhos Executivos e Coordenadores de Departamento, mas será que os Professores ganham assim tanto que possam estar a pagar a sua formação ou é ao Ministério da Educação que compete financiar a Formação que se propôs fazer?
Se estas acções continuarem a "esgotar", significa que há público para elas e há quem possa pagar. Se os professores se juntarem e exigirem formação gratuita ao Ministério , então estes Institutos poderão ser financiados através dos nossos impostos e não duplamente pelos professores.
Reajam a esta situação!

Rosário Gama

Comentário
Com os CFAEs sem dinheiro para pagar a formadores externos, o ME está a forçar os professores a habituarem-se à ideia de pagarem a formação contínua. E vão fazê-lo cada vez mais aos sábados e durante as pausas lectivas do Natal e da Páscoa.