25 de Abril

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Elisabeth Rosenthal - Sul de Espanha sem água


Coisas estranhas acontecem quando o poder do Estado é legitimado pelos eleitores, mas não exercido em seu benefício, mas apenas no do "mercado livre". Ou as consequências sociais da Esquerda de Pacotilha. (AF)
Murcia, Espanha

Monica Gumm para o International Herald Tribune


O novo campo de batalha

Campos luxuriantes de alface e estufas de tomates ladeiam a estrada. Novos empreendimentos para umas férias verdejantes atraem compradores da Grã-Bretanha e da Alemanha. Campos de golfe - às dúzias, todos recentemente construidos - conduzem às praias. Finalmente, este recanto inóspito do sudeste espanhol prospera.

Um único senão neste quadro idílico: esta província, Múrcia, está sem água. As searas do sudeste de Espanha estão, de modo persistente, a converter-se num deserto, um processo desencadeado pelo aquecimento global e por deficiências na planificação dos recursos.

Em Múrcia, uma região agrícola tradicionalmente pobre, ocorreu recentemente uma construção desenfreada de casas de férias ao mesmo tempo que os agricultores mudaram para culturas mais sequiosas de água, encorajados pelos planos de transfega de água que, cada vez mais, se mostram insustentáveis. Estes dois factores conjugados pressionam a terra e o seu suprimento evanescente de água.

Este ano, os agricultores disputam aos construtores os direitos sobre a água. Também lutam entre eles pela água para as suas colheitas. Um sinal de desespero é o negócio da água, que se compra e vende como ouro num mercado negro em rápida expansão. A maior parte é extraida de furos ilegais.

Há muito que o Sul de Espanha é atingido por secas periódicas, porém a crise actual, segundo os cientistas, indicia provavelmente uma alteração climática permanente resultante do aquecimento global. É o pronúncio de uma nova espécie de conflito.

As batalhas de ontem foram travadas pela terra, advertem. As do presente estão centradas no petróleo. As do futuro - um futuro mais quente e mais seco devido a mudanças do clima em larga escala - parece que serão motivadas pela água, dizem.

"A água é a questão ambiental deste ano - o problema é urgente e imediato", diz Barbara Helferrich, uma porta-voz da Directoria Ambiental da Comissão Europeia. Se já há penúria de água na Primavera, o Verão que se aproxima será certamente mau.

...


Em Múrcia, a crise da água foi acelerada pelos construtores civis e pelos agricultores que deram o salto para culturas largamente inadaptadas para climas secos: alface, por exemplo, com a sua ampla exigência de irrigação, casas de férias com promessas de uma piscina no quintal, hectares de relvados frescos nos campos de golfe que sorvem milhões de litros de água todos os dias.

"Os agricultores e também os construtores pressionam-me fortemente para que lhes forneça água", afirma Antonio Pérez Garcia, o administrador da água em Fortuna, saboreando o seu café na companhia de agricultores na empoeirada praça central da cidade. Lamenta ser capaz de fornecer a cada proprietário apenas 30 porcento da quantidade racionada de água decidida pelo seu Governo.

"Nem sei o que faremos este Verão", acrescentou, observando que os níveis dos aquíferos locais estão a descer tão depressa que cedo as bombas não conseguirão alcançá-la. "Os consumidores podem queixar-se à vontade; quando não houver mais água, acabou-se. "Rubén Vives, um agricultor que confia da generosidade do Sr Pérez Garcia, disse que não pode suportar os preços da água no mercado negro. "Este ano o meu sustento corre perigo", disse o Sr Vives, que só cultiva espécies de sequeiro, como limoeiros, desde há cerca de vinte anos.

As centenas de milhares de furos - na maior parte ilegais, - que no passado aliviaram temporariamente a sede, esvaziaram-se a um nível de não retorno. A água do Norte, que em tempos era transfegada para aqui, foi-se esvaindo até se tornar um fio à medida que as províncias do Norte começaram também a secar.

A competição pela água está plena de escândalos. Há funcionários municipais na prisão por terem aceite subornos ao autorizarem a construção de edifícios em lugares sem rede de água apropriada. Chema Gil, uma jornalista que tornou público um destes esquemas, foi alvo de ameaças de morte, traz sempre consigo um spray de gás pimenta e é protegida dia e noite pela Guardia Civil, uma força policial que desempenha papéis civis e militares.

"O modelo (económico) de Múrcia é totalmente insustentável", assevera o Sr Gil. "Consumimos duas vezes e meia mais água que aquela que o sistema pode recuperar. Então, onde iremos buscá-la? Importamo-la algures? Secamos os aquíferos? Com as mudanças climáticas, entrámos num cul-de-sac(*). Toda a água que desperdiçamos na luxúria e nos campos de golfe fará falta para, simplesmente, conseguirmos beber."


(*)NT - em francês no original, beco sem saída.

Elisabeth Rosenthal in Water Is a New Battleground in Spain,
publicado por The New York Times em 3 de Junho de 2008

in Ferrão.org

Aprender a contar


 “200 mil

Hoje ouvi o Engenheiro dizer a um deputado, durante a discussão da Moção de Censura apresentada pelo CDS, que este governo já tinha resgatado da pobreza 100 mil portugueses, tantos que “o Sr. deputado não os conseguiria contar a todos num dia. Agora afirmo eu ao Engenheiro que, considerando o seu curriculum, para contar os mais de 200 mil que se manifestaram contra as suas politicas, não lhe vai chegar todo o fim-de-semana, com ponte e Santo António. Mais grave, é a total indiferença pelos desejos e direitos desses 200 mil, considerando que os seus é que contam. Esta inflexibilidade que mostra, esta incapacidade de ouvir e tentar compreender, faz com que a sua teimosia seja a teimosia dos ditadores.

Mais 500 alunos autistas e com multideficiências integrados nas escolas públicas





Cerca de 500 alunos autistas ou com multideficiência serão integrados, no próximo ano lectivo, em unidades especializadas nas escolas públicas, anunciou o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos. No total, ficarão abrangidos 714 autistas (mais 43% do que este ano) e 1204 multideficientes (mais 30%). Os agrupamentos contarão com 137 unidades dedicadas ao autismo, quase o dobro das actuais, e 220 à multideficiência.

Valter Lemos elencou ainda outras medidas, como a formação especializada de pessoal auxiliar - que diz estar já "a decorrer" -, ou a promessa de que muitos dos 5000 docentes em funções nesta área serão integrados definitivamente no grupo da Educação Especial, actualmente restrito a 2200 profissionais. Porém, frisou que a reforma da educação especial, prevista no decreto-lei 3/2008, passa também pela "melhor identificação dos casos", defendendo a opção do Governo em usar como referencial a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), da Organização Mundial de Saúde.

De acordo com um documento entregue ontem pelo director-geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, Luís Capucha, dos 49877 alunos que este ano lectivo integraram este subsistema - cerca de 3,9% de toda a população escolar -, "deverão estar a ser erradamente identificados como tendo necessidades educativas especiais de carácter permanente cerca de 27 mil".

Este tipo de estimativas tem sido criticado por especialistas em educação especial, como Miranda Correia, que numa entrevista ao DN em Fevereiro acusou o Governo de, influenciado pela CIF, excluir dificuldades de aprendizagem associadas a desordens, como a dislexia e a discalculia. Leia mais no DN Online.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Neuropediatras criticam utilização da Classificação Internacional de Funcionalidade para fins educativos



A Sociedade Portuguesa de Neuropediatria e o Colégio de Neuropediatria já tomaram posição conjunta de rejeição da utilização do instrumento Classificação Internacional de Funcionalidade para fins educativos; o Centro de Desenvolvimento da Criança do Centro Hospitalar de Coimbra, sedeado no Hospital Pediátrico de Coimbra, considerou também inadequado e um equívoco o uso da CIF para fins educativos; médicos neuropediatras recusam a responsabilidade de decidir quem ficará excluído dos serviços de educação especial, considerando que a CIF "não foi criada com o objectivo de definir critérios de elegibilidade para fins educativos".

Mas o Ministério da Educação não hesita e, na sua ânsia de reduzir para 1.8% a taxa de incidência de alunos considerados com NEE, impõe a utilização da CIF, pressiona as escolas e prepara-se para deixar milhares de crianças com NEE sem os apoios adequados. A política de educação especial do ME tem sido uma trapalhada e uma confusão, deixando milhares de pais à beira de um ataque de nervos por verem faltar os apoios especializados aos filhos. Foi mesmo necessário que a Assembleia da República emendasse um decreto-lei (decreto-lei 3/2008) mal feito. A escola inclusiva não é "meter todos os alunos na mesma turma e sujeitá-los ao mesmo programa educativo". É muito mais exigente: pressupõe que o ME coloque nas escolas professores e técnicos especializados nas diversas disfunções, sejam elas de natureza cognitiva, sensorial ou física. E para além dos técnicos, é preciso que as escolas tenham o equipamento e os materiais necessários ao apoio à aprendizagem das crianças com NEE.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Jaime Silva: ontem arrogante, hoje de joelhos


O arrogante Jaime Silva, que ontem mesmo chantageava descaradamente os pescadores, está hoje de joelhos e à sua mercê.
Os bravos pescadores, em apenas 3 dias de luta, conseguiram pôr o fala barato de cócoras, obrigando-o a aceitar todas as suas reivindicaçõpes e a reunir com eles, para formalizar essa vergonhosa rendição, às 8 da manhã de hoje!
Valentes Portugueses!
Já cá não passas outro inverno, neste "governo", Jaime...

Neste país só os desgraçados professores não conseguem nada.
Desprezados pelos alunos, pelos pais dos alunos, pelo governo, pelos média e vilmente atraiçoados pelos sindicatos, os professores são o que de mais fraco e desprezível existe, hoje, na sociedade portuguesa.(Será que têm tomates para lutar?)
E - não me canso de o dizer - bem o merecem.
Porque quem não reivindica, quem não luta, quem deixa passar todos os prazos e só depois toma consciência(?) da vilania de que foi vítima, quem mesmo assim não faz greve e não protesta contra a escravidão intelectual a que está a ser sujeito, merece de facto tudo o que lhe acontece.

Vivam, pois, os pescadores!
Quem luta, tudo consegue. Quem se resigna, tudo merece.






Publicado por JoaoTilly

Musica da Alma Perdia



Alunos do 9º ano que não sabem ler as legendas de um filme?



O Blog professorinha é um dos mais interessantes da blogosfera. Pelo menos do meu nicho: professores. No último post, a professorinha conta-nos uma estória que diz tudo sobre o problema dos CEFs. Ela não sabia por que razão os alunos pediam a projecção de filmes e, durante a projecção, se desligavam do filme e começavam a fazer disparates na aula. Um dia, a professsorinha decidiu projectar o Ratatui e todos gostaram. Além de gostarem, ficaram atentos durantos os 90 minutos do filme. E porquê? Pela simples razão de que os alunos não sabiam ler as legendas dos filmes estrangeiros não dobrados. Quando a professorinha projectou um filme dobrado em Português, a turma gostou e ficou atenta. Moral da estória: a indisciplina nas turmas dos CEFs explica-se, em alguns casos, por os ditos não terem aprendido a ler. Ora, quem chega ao 9º ano sem saber ler, dificilmente pode gostar da escola. Afinal, a cultura escolar ainda se baseia na leitura e na escrita. Talvez fosse preferível criar para esses alunos programas de formação profissional com forte ligação às empresas e com o objectivo declarado de ensinar competências profissionais do tipo das que são necessárias para serem canalizadores, electricistas, pedreiros, armadores de ferro e carpinteiros.

domingo, 1 de junho de 2008

Turmas de 18 alunos nas escolas primárias escocesas

Turmas de 18 alunos nas escolas primárias escocesas


O governo escocês aceitou proceder gradualemente à redução do número de alunos por turma. Actualmente, uma grande parte dos conselhos escolares da Escócia já estão a aplicar o número máximo de 18 alunos nas turmas dos três primeiros anos de escolaridade. A generalização dessa medida a toda a escola básica irá exigir a contratação de mais 2.173 professores e e a construção de mais 900 salas de aula. Leia o resto na BBC News


Comentário

A redução do número de alunos por turma é uma medida eficaz para combater o insucesso escolar e para reduzir a carga burocrática dos professores. Em Portugal, há muitas turmas do ensino secundário com 28 alunos e são muitos comuns as turmas do ensino básico com mais de 22 alunos.

Mobilidade dos docentes em 2008/09



A Página Web da DGRHE disponibiliza informação e recursos sobre a mobilidade dos docentes para o ano lectivo de 2008/09. Chama-se a atenção para a alteração dos prazos e para o facto de haver uma aplicação electrónica onde os dados devem ser introduzidos tanto pelo docente como pela entidade proponente. A aplicação electrónica e o manual de instruções estarão disponíveis na Página Web da DGRHE a partir do dia 2 de Junho (segunda-feira).
I - Nos termos do artigo 64º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD) a requisição e o destacamento são instrumentos de mobilidade de docentes, obedecendo os respectivos processos ao estabelecido no artigo 71º e, respectivamente, nos artigos 67º e 68º do ECD e no Despacho nº 14939/2008, de 15 de Maio, publicado no DR 2ª Série, de 29 de Maio.
II - Os contingentes de docentes a requisitar e a destacar no ano escolar de 2008/2009 são fixados por despacho interno do Secretário de Estado da Educação.
III - A autorização de requisição ou de destacamento dos docentes obedece ao procedimento estabelecido no nº 2 do Despacho nº 14939/2008, sendo utilizado o processo electrónico pelos diferentes intervenientes, em todas as etapas e decorrerá entre os dias 2 e 30 de Junho, de acordo com a seguinte calendarização:
1. Docente
Dias 2 a 15 de Junho
● Inscrição obrigatória para acesso à aplicação electrónica, no caso de não possuir código de acesso;
● Preenchimento dos campos do formulário electrónico relativos à situação profissional .
2. Entidade proponente
Dias 2 a 17 de Junho
● Inscrição obrigatória para acesso à aplicação electrónica, no caso de não possuir código de acesso e preenchimento dos campos relativos aos dados de identificação da mesma;
● Preenchimento dos campos do formulário electrónico relativos à proposta de mobilidade .
3. Agrupamento / escola não agrupada
Dias 16 a 22 de Junho
● Validação dos campos relativos à situação profissional do docente
● Preenchimento dos campos relativos ao parecer do órgão de gestão
4. Entidade decisória
Dias 23 a 30 de Junho
● Decisão dos pedidos
5. Publicitação da decisão
Dia 30 de Junho
Disponibilização das listas nominais das decisões sobre os pedidos apresentados, na página da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação
IV - A aplicação electrónica bem como os respectivos instrumentos de suporte, designadamente o Manual de Instruções relativo a cada uma das etapas do procedimento, serão disponibilizados no dia 2 de Junho na página da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação.

Para mais informações, visite a Página Web da DGRHE. Leia também o despacho nº 14939/2008 de 29 de Maio, que fixa as regras para destacamentos e requisições.

sábado, 31 de maio de 2008

ME prepara projecto de portaria que fixa as regras do concurso para director

Na reunião do Secretariado Nacional da FENPROF, realizada ontem à tarde, foi decidido rejeitar completamente o modelo de gestão escolar imposto pelo Decreto-Lei nº 75/2008 de 27 de Abril.

A FENPROF emitiu um comunicado em que considera "que este modelo de gestão escolar cerceia aspectos fundamentais de exercício da autonomia pelas escolas e liquida espaços de participação democrática da comunidade escolar."

Para a FENPROF, o director, pelas competências que lhe são cometidas, pelo poder que lhe é atribuído e pela sua dependência política directa do Ministro da Educação, que o pode demitir, assume, realmente, um papel de extensão da administração educativa dentro das escolas.

Por essas razões, a FENPROF declinou o convite para emitir um parecer sobre um projecto de portaria que fixa as regras do concurso para director.

Entende a FENPROF que um tal projecto de portaria:

1. Não resolve o problema que subjaz a um sistema misto de selecção do director (procedimento concursal e eleição por colégio de representantes), copiado do que foi adoptado pelo regime experimental previsto no Decreto-Lei nº 172/91, de 10 de Maio e que tantas críticas mereceu, designadamente por parte do conselho de acompanhamento e avaliação criado para o efeito e, por isso, foi abandonado;

2. Confirma a falta de clareza e transparência do próprio modelo de selecção, já antes levantada pela FENPROF.

3. Assenta em princípios que se rejeitam, concretizados em aspectos como a possibilidade de um docente do ensino privado poder dirigir um estabelecimento público de ensino.

Na opinião da FENPROF, este modelo foi construído com o objectivo de liquidar a gestão democrática das escolas e qualquer laivo que dela ainda restasse no Decreto-Lei nº 115/-A/98, de 4 de Maio.

Édipo e Quimera


 Édipo e Quimera

Vi esta imagem e não sei porquê apeteceu-me fazê-la. Édipos, Quimeras e Esfinges, podem nada dizer nem nada representar nada. Pode não passar de uma imagem que me apeteceu fazer, mas se me apeteceu deve ter alguma razão. Está feita.
Já agora aproveito o “vazio” deste post para colocar este mail que recebi.

O Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse: ' Você não tem idade nem curriculum ...'.
Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:

Actividade política:
*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005. É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.

Actividades académicas:
Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.
Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).
Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; 'referee' para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).
Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.
Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).
Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.
Terminou em Agosto um livro sobre 'The Years of High Econometrics' que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.

Obras publicadas:

Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)

Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte Wikipédia

Sobre sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades. Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico. Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos. Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante. Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.

Quanto a curriculuns estamos conversados! Quanto à idade devem ter diferença de meses...


Contributo para o Echelon: Electronic Surveillance, MI-17

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Tanta parra para tão pouca uva: a propósito das quotas de excelente e muito bom






De todas as leituras que já fiz da legislação já publicada (Decreto Lei 15/2007) não encontro razões para que nos preocupemos com excelentes e muito bons.
Se lerem bem os artigos do ECD que se referem à avaliação de desempenho, está bem expresso que estas classificações só servem para chegar mais depressa aonde?
À prova pública para concorrer a titular.
O que está lá escrito é que reduz em quatro, três ou dois anos o tempo mínimo de serviço docente exigido para efeitos de acesso à categoria de professor titular.
Ou seja, em vez de concorrer a titular com 18 anos de serviço, poderão concorrer com 14, 15 ou 16 anos.
Mas, não garante vaga!!!!!
Logo, só interessa aos mais novos e se, ...
Por isso, para quê guerras?
Por vaidade?
Porque achamos que já agora deixa-me mostrar que sou melhor que o outro?
Isso é dar trunfos a quem nos governa e tanta importância dá a isto.
O prémio de desempenho será igual ao do Pessoal não docente?
Um salário?
Será que vale a pena tanta guerra?
A minha preocupação é a de garantir que os intrumentos de registo e os indicadores de medida aprovados na minha escola garantam que todo o professor "normal" tenha BOM.

Lá se vai o peixe

 A peixarada

Onde já chegámos para ver patrões e trabalhadores unidos nas reivindicações ao governo. Armadores e pescadores reuniram-se com o Jaime Silva, o Jaiminho para os amigos, para pedir soluções que possam minorar o impacto da subida dos combustíveis nas pescas. O Ministro não tinha nenhuma solução para apresentar, não aceitou nenhuma das que lhe foram propostas e por isso a partir de sexta-feira, e por tempo indeterminado, não há pesca em Portugal. Não nos devemos esquecer que este Jaiminho foi o mesmo que, há uns tempos disse, em frente aos seus colegas Europeus, a um pescador que protestava, que se não estava contente por estar na União Europeia, que saísse. Esse mesmo Jaiminho que hoje também disse que não estava à espera que a reunião pudesse evitar a greve. Foi mesmo só para lhes dizer que não tinham sorte nenhuma, que compreendia que o gasóleo é muito importante para os barcos, que sabia que as quotas de pesca impostas pela EU faziam, com que as quantidades que estavam autorizados a pescar, fosse insuficiente para lhes garantir o sustento, que sabia isso tudo, mas o Governo não pode fazer nada. Modernizem-se, que é o mesmo que dizer “desenrasquem-se”, é a solução do Ministro. Um Cherne bem chapado no focinho era o que ele precisava.

Secretário de estado adjunto da educação justifica quotas de excelente e muito bom

Se todos puderem ser excelentes, o que está errado é a definição de excelência, afirmou hoje o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, justificando a fixação de quotas para a avaliação dos docentes. Leia o resto no Público Online.
Segundo um projecto de despacho que o ME vai apresentar aos sindicatos, as escolas vão poder atribuir um máximo de 10 por cento de classifições de"Excelente" e 25 por cento de "Muito Bom", mas só se tiverem nota máxima nos cinco domínios que compõem a avaliação externa.Na pior das hipóteses, com uma classificação de "Muito Bom" e quatro de "Bom" ou duas classificações de "Muito Bom", duas de "Bom" e uma de"Suficiente", as escolas poderão dar seis por cento de "Excelente" e 21 por cento de "Muito Bom" aos docentes avaliados. As escolas cujos resultados na avaliação externa sejam diferentes dos previstos no despacho, bem como as que não foram objecto de avaliação, poderão aplicar um máximo de 5 por cento de "Excelente" e 20 por cento de "Muito Bom", as percentagens mais baixas que estão previstas.
Comentário
Coloca-se o problema de um professor colocado numa escola com avaliação externa de excelente ter maior probabilidade de ser avaliado com excelente do que um professor colocado numa escola com avaliação de insuficiente. Na verdade, o mérito absoluto do professor não é tido em consideração. Sabendo nós que um dos parâmetros considerados na avaliação externa da escola é precisamente a taxa de sucesso escolar, podemos imaginar quais as consequências que isto vai produzir: aumento do facilitismo e das progressões automáticas. Com este passe de magia, é muito provável que termine administrativamente o insucesso escolar. Qual é a escola que vai querer ser penalizada pelo facto de reprovar alunos? Se arriscar, será penalizada nas quotas de excelente e de muito bom.

Regras para destacamentos e requisições no ano de 2008/09

Resumo do Despacho n.º 14939, de 29.Mai.2008, que fixa as regras e os procedimentos para os destacamentos e requisições:

A autorização de requisição ou de destacamento de educadores de infância e de professores dos ensinos básico e secundário obedece ao seguinte procedimento:

Os pedidos de requisição ou de destacamento são apresentados através de uma aplicação electrónica da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação, disponibilizada na sua página;

O docente objecto de requisição ou destacamento acede à aplicação electrónica para preenchimento dos seus dados pessoais e profissionais;

O docente extrai da aplicação o formulário preenchido com os dados introduzidos, remetendo-o à entidade que solicita a requisição ou destacamento do docente para preenchimento dos restantes campos e autenticação do respectivo pedido;

A entidade proponente, após o preenchimento, remete o respectivo formulário para o agrupamento ou escola não agrupada a cujo quadro o docente pertence ou está afecto;

O agrupamento de escolas ou escola não agrupada procede à verificação e introdução na aplicação electrónica dos dados constantes do formulário recebido, registando o parecer do agrupamento ou escola não agrupada sobre o pedido solicitado. Caso se trate de docente provido na categoria de professor titular, o parecer só poderá ser favorável quando a mobilidade solicitada não implicar a necessidade da sua substituição por nomeação de outro, em comissão de serviço, para o exercício das funções que no âmbito do ECD lhe são cometidas;

Será disponibilizado na página da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação o Manual de Instruções, onde constarão, em maior detalhe, todos os procedimentos e prazos a observar;

O procedimento relativo à requisição ou destacamento decorre a partir do dia 1 de Maio e terá de estar concluído em 30 de Junho de cada ano;

A decisão é proferida, na própria aplicação electrónica, pelos serviços do Ministério da Educação, a saber: secretaria -geral do ME, DGIDC e DREs

Concluído o processo, os docentes terão acesso ao respectivo verbete, que configura a transposição informática dos elementos inseridos no formulário, ficando assim notificados do seu teor;

O agrupamento de escolas ou escola não agrupada e a entidade proponente tomarão conhecimento da decisão proferida através das listas nominais a disponibilizar na página da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação.