25 de Abril

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domingo, 1 de junho de 2008

Mobilidade dos docentes em 2008/09



A Página Web da DGRHE disponibiliza informação e recursos sobre a mobilidade dos docentes para o ano lectivo de 2008/09. Chama-se a atenção para a alteração dos prazos e para o facto de haver uma aplicação electrónica onde os dados devem ser introduzidos tanto pelo docente como pela entidade proponente. A aplicação electrónica e o manual de instruções estarão disponíveis na Página Web da DGRHE a partir do dia 2 de Junho (segunda-feira).
I - Nos termos do artigo 64º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário (ECD) a requisição e o destacamento são instrumentos de mobilidade de docentes, obedecendo os respectivos processos ao estabelecido no artigo 71º e, respectivamente, nos artigos 67º e 68º do ECD e no Despacho nº 14939/2008, de 15 de Maio, publicado no DR 2ª Série, de 29 de Maio.
II - Os contingentes de docentes a requisitar e a destacar no ano escolar de 2008/2009 são fixados por despacho interno do Secretário de Estado da Educação.
III - A autorização de requisição ou de destacamento dos docentes obedece ao procedimento estabelecido no nº 2 do Despacho nº 14939/2008, sendo utilizado o processo electrónico pelos diferentes intervenientes, em todas as etapas e decorrerá entre os dias 2 e 30 de Junho, de acordo com a seguinte calendarização:
1. Docente
Dias 2 a 15 de Junho
● Inscrição obrigatória para acesso à aplicação electrónica, no caso de não possuir código de acesso;
● Preenchimento dos campos do formulário electrónico relativos à situação profissional .
2. Entidade proponente
Dias 2 a 17 de Junho
● Inscrição obrigatória para acesso à aplicação electrónica, no caso de não possuir código de acesso e preenchimento dos campos relativos aos dados de identificação da mesma;
● Preenchimento dos campos do formulário electrónico relativos à proposta de mobilidade .
3. Agrupamento / escola não agrupada
Dias 16 a 22 de Junho
● Validação dos campos relativos à situação profissional do docente
● Preenchimento dos campos relativos ao parecer do órgão de gestão
4. Entidade decisória
Dias 23 a 30 de Junho
● Decisão dos pedidos
5. Publicitação da decisão
Dia 30 de Junho
Disponibilização das listas nominais das decisões sobre os pedidos apresentados, na página da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação
IV - A aplicação electrónica bem como os respectivos instrumentos de suporte, designadamente o Manual de Instruções relativo a cada uma das etapas do procedimento, serão disponibilizados no dia 2 de Junho na página da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação.

Para mais informações, visite a Página Web da DGRHE. Leia também o despacho nº 14939/2008 de 29 de Maio, que fixa as regras para destacamentos e requisições.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

OS MEDOS DOS PROFESSORES


Segundo o livro, que resulta de uma tese de mestrado, lançado ontem (27-05-2008), da autoria da colega Luísa Cristina Fernandes, "Os medos dos professores... e só deles?", eis os três medos dos professores portugueses:

. o nível salarial;
. a desmotivação dos alunos;
. a indisciplina.

Na obra, a autora faz uma análise dos principais medos dos professores em contexto escolar com base num estudo de campo com entrevistas informais a uma amostra de 208 docentes de vários níveis de ensino.

De acordo com Lusa (2008-05-27), a autora apresenta os sete principais medos dos professores, destacando-se como o maior o de cariz económico, nomeadamente o medo do salário não permitir satisfazer as necessidades pessoais e familiares, logo seguido de um outro mais ao nível pedagógico e que se prende com o receio do professor não saber lidar com a desmotivação escolar dos jovens.

Os professores não entendem porque é que muitos dos alunos não prestam atenção aos que lhes é ensinado nas aulas e tal incompreensão fá-los temer não saber lidar com a situação.

Para que os alunos se motivem, escreve a autora, os professores também precisam de estar motivados contribuindo assim para o seu sucesso pessoal e para a sua realização profissional.

O terceiro medo com a média de respostas mais elevada está relacionado com a indisciplina e é o medo de o professor ter alunos violentos. Este medo constitui, na actualidade, o principal factor de mal-estar para muitos professores, uma vez que nos últimos anos tem havido um aumento da frequência e da gravidade das situações de violência nas escolas e de indisciplina dos alunos na sala de aula. O medo de ter alunos violentos prender-se-á também a aspectos ligados ao sexo do professor: uma professora poderá ter mais inibições a este nível por questões físicas.

Segundo a autora, o quarto medo está relacionado com assuntos mais específicos da gestão ministerial da profissão, nomeadamente com a possibilidade de os professores virem a dar aulas numa escola muito longe de casa. Este medo está principalmente patente nos professores em início de carreira ou que ainda não conseguiram efectivar-se perto de casa. Associado a este medo encontra-se a diminuição da comodidade do professor e o aumento das suas despesas.

O quinto medo volta a ligar-se à temática da indisciplina: os docentes receiam não saber lidar com alunos violentos. O peso deste medo tem vindo a ser destacado por vários estudos. Neste caso, escreve a autora, já não é só o "ter" os alunos violentos, mas saber lidar com essa mesma violência.

Segundo Luísa Cristina Fernandes, a superação do medo da indisciplina e de alunos violentos, tendo tanta importância para o bem-estar do corpo docente, poderia ser mais efectiva através de uma formação adequada, quer antes de o professor começar a leccionar, quer durante o exercício das suas funções. A formação, acrescenta, poderia contribuir para os professores aprenderem a trabalhar em equipa e, assim, terem no grupo profissional um suporte e um mecanismo de "coping" para as suas dificuldades.

Os docentes têm ainda medo de ter algum esgotamento derivado da profissão e de lhes ser atribuído um horário zero (sem componente lectiva). Este último aspecto preocupa cada vez mais os professores portugueses, uma vez que o número de adolescentes e jovens tem vindo a diminuir na sociedade portuguesa.

Mesmo professores efectivos há muitos anos temem acabar por ter de assumir funções de outra índole que não pedagógica (como por exemplo funções administrativas) por falta de alunos e de turmas para leccionar.


Todo o texto pode ser conferido também em Educare.pt

sábado, 17 de maio de 2008

Professores descontentes com a profissao


Quase 44% dos professores não escolheriam a sua profissão hoje em dia, revela um estudo, ontem apresentado no Porto, realizado pelo Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) a pedido da Associação Nacional de Professores (ANP).

"O facto dos professores estarem insatisfeitos com a sua condição tem um grave reflexo na aprendizagem dos alunos", disse João Ruivo, responsável pelo estudo realizado pelo Centro de Estudos e de Desenvolvimento Regional (CEDER), à margem do V Encontro Luso-Espanhol sobre a profissão docente.

João Grancho, presidente da ANP, disse que, segundo o estudo, "quase 80% dos professores querem um sistema de auto-regulação, uma Ordem dos Professores". "Como ponto de partida para este sistema, enfatizamos (ANP) a criação de um código deontológico para a profissão de docente, que é a única que trata da formação das pessoas que não tem um código".

O estudo baseado numa amostra de educadores de infância e professores do Ensino Básico e do Secundário e que João Ruivo considerou "marcante por não existir nenhum sobre a matéria, com rigor científico, desde 1990", revela ainda que 61% não sente que o seu trabalho seja reconhecido pela sociedade.

Para além disso, mais de 90% revelam uma grande preocupação para com o seu futuro profissional e não estão satisfeitos com o pouco apoio pedagógico que o Ministério da Educação lhes dá.

Dos resultados obtidos foi também possível concluir que "a maioria não está satisfeita com o interesse revelado pelos alunos nas questões de aprendizagem escolar, e também apresenta insatisfação quanto às políticas educativas do Ministério da Educação, assim como com o trabalho desenvolvido pelos sindicatos".

Os concursos profissionais são também alvo de críticas, revelando os professores inquiridos, que estes causam instabilidade profissional.

Segundo o presidente da ANP, o estudo, que culminou no lançamento do livro "Ser Professor Satisfação Profissional e Papel das Organizações de Docentes", será enviado ao Ministério da Educação "pela sua utilidade, importância e relevo".

In JN de hoje

domingo, 4 de maio de 2008

Precaridade , professores contratados

sábado, 3 de maio de 2008

FRANÇA, ESPANHA... E PORTUGAL