25 de Abril

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Yes We Can! Greve dia 3 de Dezembro. Pela Dignidade da profissão.



cartaz-greve-1

GREVE NACIONAL DE PROFESSORES

DIA 3 DE DEZEMBRO

PORTIMÃO

8.30 h – Concentração à porta das Escolas

11.00 h – Concentração frente à Câmara Municipal

Com entrega de um Documento ao Executivo Camarário a explicar as razões da luta dos Docentes.

Em Frente Professores! Greve Total a 100%!

Todos à Concentração frente à Câmara!

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domingo, 23 de novembro de 2008

A única coisa que mudou, foi terem caído as máscaras



A política do governo Pinto de Sousa em relação à Escola Pública pode resumir-se a um objectivo claro: empresarialização das escolas tuteladas pelo ministério da Educação.

O primeiro ministro, embora seja líder de um partido cujo nome ainda ostenta a palavra socialista, acredita que o modelo que melhor serve o desenvolvimento das organizações de serviço público assenta numa gestão de tipo empresarial, hierarquizada e tutelada de perto pelo Estado. Trata-se de uma espécie de capitalismo de Estado do qual ele não abdica e que, no caso das escolas, vai levar à sua paralisia a breve prazo, uma vez que os professores não podem aceitar tal transformação por comprometer definitivamente o bem público da educação com qualidade para todos.

Entender estes aspectos permitirá perceber porque nada mudou na relação entre os professores e o ministério, apesar do simplex avaliativo anunciado há dois dias.

É que o governo apenas cedeu no que para ele é acessório, preservando o essencial da sua política educativa, procurando dessa forma dividir as hostes que o afrontam para mais facilmente continuar a reinar. Já sabíamos que seria assim, tal como temos perfeita consciência de que os acessores políticos de Pinto de Sousa dormem com Maquiavel à cabeceira.

Vejamos então de que é que o governo não abdicou e o que é que cedeu:

Não abdicou:

  • da hierarquização da profissão;
  • de continuar a criar uma casta de gestores, afastando progressivamente alguns professores da leccionação para o exercício de cargos de direcção;
  • de aplicar os princípios da distribuição normal de Gauss a uma organização que devia ter por missão fazer explodir a normalidade estatística, para alcançar a excelência generalizada;
  • do princípio das quotas;
  • da ideia de contenção de custos com pessoal, mesmo que para isso tenha que impedir administrativamente o reconhecimento do mérito de muitos milhares de professores.

Por outro lado, abdicou:

  • da avaliação formativa, que a retórica apresentava como a melhoria da escola pública, ao prescindir da observação do trabalho lectivo;
  • da diferenciação do mérito e do demérito, ao propor um Bom “encapotado” para todos (bastará estar presente para ter essa classificação).

Além disso, apresentou presentes não exequíveis, sabendo (ou devendo saber) que não há mudanças não aplicáveis a meio do ano lectivo, sem que isso implique um grave prejuízo para as aulas:

  • aumento do tempo disponível para os avaliadores, que implica reestruturação dos horários dos próprios e dos colegas que os substituirem nas tarefas que deixarem de exercer;
  • escolha de avaliador da mesma área científica, que além dos eventuais problemas de reestruturação de horários a meio do anos, tem ainda um problema a montante - a inexistência de titulares em todas as disciplinas e áreas disciplinares.

Por tudo isto, podemos afirmar que a única coisa que verdadeiramente mudou foi a queda das máscaras que a ministra usava:

  • do rigor e da determinação, ao reconhecer, em menos de quinze dias, que o modelo que era perfeito e estava a ser aplicado normalmente em todas as escolas afinal tinha erros de concepção, que impediam a sua aplicação normal pelas escolas;
  • da necessidade deste modelo para melhorar as práticas lectivas, uma vez que só a pedido dos professores as suas práticas serão avaliadas;
  • da avaliação rigorosa porque, na prática, o que a ministra anunciou foi algo muito semelhante ao decidido pelo governo regional da Madeira, quando Alberto João Jardim anunciou que já em 2008/2009 todos os professores a trabalhar na região autónoma serão classificados com bom, através de decreto regional assinado pelo seu próprio punho;

No caso do continente, a classificação de bom não terá a assinatura presencial de Maria de Lurdes Rodrigues, apenas porque ela delegou tal tarefa nos PCE’s, ao mesmo tempo que deixou a porta aberta para que alguns peçam para ser excelentes.

No entanto, a ministra e o governo sabem que esse será um número residual, que apenas servirá a retórica governamental de que a maioria dos professores não quer ser avaliada. É que as condições de acesso a essa classificação são tão difíceis, o filtro das quotas é tão apertado, o esgotamento em que já se encontram avaliadores e avaliados é tão grande e os benefícios práticos por tal classificação são tão exíguos, que o mais natural é que quase ninguém se dê ao trabalho de a requerer.

in (Re)flexões

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

O Monstro

Avaliação dos professores

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Presidentes de conselhos executivos avaliados com modelo da Administração Pública

Os presidentes de conselhos executivos vão ser avaliados através do modelo da Administração Pública, anunciou hoje a tutela aos sindicatos, que encaram esta medida como “uma forte pressão” para que a avaliação de desempenho dos professores se concretize.

De tanga

“Confirmámos com grande surpresa que os presidentes dos conselhos executivos vão ser avaliados directamente pelo Sistema Integrado de Avaliação da Administração Pública (SIADAP), naquilo que se aplica aos dirigentes de serviço. É uma forte pressão no sentido de que, se a avaliação não avançar, serão penalizados”, afirmou hoje o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof).

Até agora, não tinha sido clarificada a forma como seriam avaliados os presidentes de conselhos executivos, não havendo qualquer referência a esta questão no decreto 2/2008, que regulamenta a avaliação de desempenho dos docentes. De acordo com este modelo, a avaliação final dos dirigentes intermédios e demais trabalhadores é calculada com base nos “resultados e competências”, os dois únicos parâmetros utilizados, sendo atribuída uma ponderação mínima de 60 por cento no caso do primeiro e máxima de 40 por cento, no caso do segundo.

A avaliação final é expressa através das classificações de desempenho excelente, relevante, adequado e inadequado, mas está sujeita a quotas: apenas 25 por cento dos trabalhadores podem ter o segundo melhor nível, dos quais 5 por cento poderão ambicionar a classificação máxima.

No final de uma reunião com a ministra da Educação, Mário Nogueira acrescentou que os professores avaliadores vão ser avaliados apenas pelo director da escola onde leccionam e não em conjunto com a Inspecção-Geral da Educação. Garantindo que as manifestações e greves previstas “vão manter-se”, o dirigente sindical sublinhou que “a nova mini-simplificação não passa de um reconhecimento de que este é um modelo que não tem aplicação” e que, por isso, deve ser suspenso.

Segundo o secretário-geral da Fenprof, hoje mesmo, um dia depois de terem sido anunciadas pelo Governo as medidas de simplificação do modelo de avaliação, grupos de professores suspenderam em várias escolas a aplicação deste processo. A negociação das alterações entre os sindicatos e o Governo será, “em princípio”, na próxima sexta-feira, disse Mário Nogueira.

Em declarações aos jornalistas, Mário Nogueira alertou ainda para o risco de “os únicos vencidos neste processo serem os alunos” devido à “teimosia” da ministra Maria de Lurdes Rodrigues. “Por cada dia que passa sem que esta avaliação seja suspensa é mais um dia em que a qualidade da escola pública se vai degradando. É lamentável”, afirmou.

Comentário a quente:

Se os Conselhos Executivos tivessem apoiado as posições dos professores, se tivessem em reuniões concelhias suspendido o modelo de avaliação, se tivessem tomado uma posição de força não estariam neste momento nesta posição, pois irá haver “guerra” entre professores e conselhos executivos, o que se traduz numa natural “paz” nas escolas? Se querem guerra…estamos cá para isso, pois a nossa dignidade como profissionais e seres humanos é mais importante…

Mais uma vez fica provado a falta de ética honra e a dignidade deste governo, de toda a sua política, que enforma de um problema grave de credibilidade. Como não tem credibilidade nem a justeza nas acções que pratica, actua como uma Máfia organizada, intimidando as pessoas de modo a vergá-las e submete-las ao seu poder. A isto pode-se chamar de Governo de Esquerda ou Governo NAZI? Tenho a impressão que mentes fascistas e nazistas vestiram a pele de Democratas para imporem o seu ideal único, assim como um pensamento único, onde todas as pessoas serão obrigadas através de determinações a seguir os ditames de um governo que não governa, só finge, mas que aterroriza os seus funcionários. Estamos a começar a entrar na zona do inacreditável em democracia, na zona escura e aterradora, de estarmos à beira de uma nova Ditadura sob as ideias de uma engenharia social com ideais nazis. Hitler teria muito orgulho nos nossos governantes.

Uma Ajuda: Nas próximas reuniões com o Ministérios dos Calhaus e Lesmas municiem-se de OVOS…Dá mais resultado.

A Guerra dos ovos

Imagens tiradas de Wehavethekaosinthegarden