25 de Abril

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domingo, 19 de abril de 2009

O que me separa do Paulo Guinote. Uma discussão amistosa em torno dos objectivos da luta dos professores


O que me separa do Paulo Guinote. Uma discussão amistosa em torno dos objectivos da luta dos professores
O Paulo Ginote entendeu brindar-me com um post a que deu o título de "As Vantagens do Debate". Usando uma escrita elegante e uma lúcida argumentação, o Paulo procurou desmontar os meus argumentos no post "Afinal o que querem? Eu já não os consigo perceber!" Afinal, o que me separa do Paulo? Serei breve.
1. O Paulo Guinote argumenta que qualquer outro Governo, que não passe por nova maioria absluta do PS, será tão mau quanto este para os professores. E vai daí, conclui não haver vantagens em que a agenda da luta dos professores inclua a derrota do PS nas próximas eleições. Guinote afirma que o PSD seria tão mau quanto o Governo de Sócrates e que um governo minoritário de Sócrates com apoios, presumo que pontuais, do PCP ou do BE, não faria grande diferença.
2. Discordo totalmente desta posição. E considero que ela favorece Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues e enfraquece os professores. Se há matéria que crie dificuldades a este Governo é a questão da perda da maioria absoluta e todos sabemos que, se houve uma mobilização geral dos professores e respectivas famílias, o PS perderá a maioria absoluta. É só fazer contas. Não descarto a possibilidade de, na sequência do Freeportgate, o PS perder as eleições. Se isso acontecer, será uma catástrofe e uma desgraça para Sócrates e os seus mais fiéis amigos e seguidores.
3. Explico as razões, com o comentário que deixei no blog do Paulo Guinote:
"Em primeiro lugar, agradeço a atenção e o espaço que me dedicaste. E agradeço também o tom amistoso da argumentação usada. Nisto, estamos em desacordo. Na minha opinião, qualquer Governo será melhor do que este porque, lamento dizê-lo, a elite que tomou conta do poder, através da mentira, não tem a mais pequena réstia de moralidade. Não vou invocar aqui as razões porque não estou para levar um processo, mas todos sabemos do que eu estou a falar. Farias um grande favor aos professores se juntasses a tua voz aos que dizem: não voto neste PS! Isso seria mais eficaz do que milhares de pareceres jurídicos que, como sabes, não vão trazer resultados favoráveis aos professores porque, no limite, há sempre um Tribunal Constitucional que é constituído, maioritariamente, por gente do PS".
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Publicada por Ramiro Marques

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Yes We Can,PROFESSORES LUTAM PELA DIGNIFICAÇÃO DA SUA PROFISSÃO E EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA!



PROFESSORES LUTAM PELA DIGNIFICAÇÃO DA SUA PROFISSÃO
E EM DEFESA DA ESCOLA PÚBLICA!

A Greve Nacional de Professores e Educadores prevista para amanhã, dia 3 de Dezembro, será uma das maiores de sempre. A unidade e coesão dos professores fazem-se sentir como nunca e a sua expressão traduzir-se-á numa elevadíssima adesão à greve de amanhã.

Ao partirem para esta greve, os professores colocam como objectivos estratégicos a defesa dos superiores interesses da Escola Pública, da qualidade do seu desempenho e das boas aprendizagens dos alunos. No imediato, e como pressuposto para o desbloqueamento da situação de profundo conflito que se instalou entre o Ministério da Educação e os professores, a exigência é a de suspensão do actual modelo de avaliação, a negociação de uma solução transitória, para este ano, que evite o recurso a actos administrativos e o início imediato da negociação de um novo modelo de avaliação a vigorar no futuro.

Este novo modelo de avaliação deverá ser negociado no âmbito de uma indispensável revisão do Estatuto da Carreira Docente que garanta, igualmente, a eliminação das quotas de avaliação e a o fim da divisão dos professores em categorias.

A bloquear o desenvolvimento de qualquer quadro negocial que envolva o ME e as organizações sindicais de professores encontram-se as posições de um Ministério da Educação que, intransigentemente, veta a possibilidade de suspender o seu modelo de avaliação e de o substituir por outro. E, nesse sentido, sem recuar ou ceder no que quer que seja, o ME limitou-se, até agora e apenas para este ano, a simplificar procedimentos do seu modelo de forma a garantir que se aplique.

Os professores e educadores rejeitam essa simplificação por saberem que ela representa a aplicação de um modelo que é incoerente, inadequado, injusto e inaplicável. Os professores exigem um modelo que seja cientificamente capaz, pedagogicamente adequado e promotor de melhorias nas práticas docentes e já o provaram em diversas acções que levaram a efeito ao longo do mês de Novembro, desde logo a Manifestação de dia 8, que juntou mais de 120.000 professores, e os protestos nas capitais de distrito que decorreram ao longo de toda a semana passada. Uma vez mais, amanhã, dia 3 de Dezembro, os professores dirão qual a sua vontade e os Sindicatos de Professores mais não terão do que respeitar e assumir as reivindicações da classe que representam. É o que farão!

Recorda-se que, a manter-se a intransigência do ME e do Governo, os professores levarão por diante outras acções que já se encontram previstas, como a vigília junto ao ME nos dias 4 e 5 de Dezembro e a realização de novas greves, por regiões, entre 9 e 12 de Dezembro.

Está nas mãos do ME e do Governo saber interpretar o sentimento dos professores e disponibilizar-se para que se encontre uma solução para este profundo conflito que, a não haver uma resposta positiva às reivindicações dos docentes, tenderá a agravar-se.

Depois da Greve de dia 3 de Dezembro, a Plataforma Sindical dos Professores considera estarem criadas as condições indispensáveis para que, num quadro absolutamente claro sobre a determinação dos professores e as suas posições, as negociações avancem, tendo como ponto de partida a suspensão do actual modelo de avaliação. Se o Governo não compreender isto e se mantiver, obsessivamente, na disposição de levar, até às últimas consequências, um braço de ferro com os professores e educadores portugueses, estará a optar, irresponsavelmente, por uma via que porá em causa o normal desenvolvimento do ano lectivo.

É necessário que as escolas voltem a viver num clima de tranquilidade, serenidade e estabilidade, mas, para que assim seja, é necessário que o ME e o Governo deixem de regar o incêndio com gasolina…

A Plataforma Sindical dos Professores