25 de Abril

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sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Os que nos Governaram deveriam ser pagos em estrume...

Leio que "a proposta de lei de alteração da legislação laboral prevê que o trabalhador já não tem de dar o seu acordo para que parte da retribuição a que tem direito seja paga em espécie".

E que os mineiros em Aljustrel recebiam leite e que os padeiros recebem pão e que os pescadores recebem peixe que tentam depois vender nas traseiras do Mercado do Livramento em Setúbal, nos intervalos em que não andam a fugir à policia por venda ambulante ilegal (digo eu).

O regresso à Idade da Pedra. Esta gente ainda não percebeu que o dinheiro foi inventado por alguma razão? E depois, no final do mês, chegam os padeiros à EDP e: “tome lá um saco de pão que é para abater aí na conta da electricidade!”. Ou os pescadores no banco: “Agarre lá aqui nesta teca de sardinhas que para a renda da casa… mas olhe, não convém deixar para amanhã porque ficam com “gravata!”

Temos assim a metamorfose – por decreto – do patronato em Banco Alimentar.

Esqueceram-se de introduzir uma alínea a prever que os salários sejam pagos em… sal”. Que é para fazer jus ao nome.

Cada escavadela uma minhoca. Deve ser da estação.

(Foto de Nic Bothma para a EPA encontrada no Guardian)


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publicado por rebel Der Terrorist

domingo, 25 de maio de 2008

Salários de miséria nas AEC




O Secretário de Estado da Educação responsabilizou os municípios portugueses pela situação de extrema precariedade que atinge milhares de docentes que trabalham nas actividades de enriquecimento curricular (AEC). A FENPROF denunciou a existência de cerca de 15.000 docentes que, contratados directa ou indirectamente pelas Câmaras Municipais, têm horários semanais de 6 a 10 horas, são pagos a "recibo verde, fazem centenas de quilómetros por mês à sua custa e recebem "salários" de vergonha, sendo pagos à hora e apenas nos dias em que o estabelecimento de ensino está aberto.A FENPROF responsabilizou politicamente o Ministério da Educação pela situação, ao limitar-se a transferir uma verba exígua para os municípios e por, a partir daí, lavar as mãos pelo que se passa no interior das escolas públicas do 1º Ciclo, ameaçando estender-se, já em Setembro, ao 2º Ciclo.

A Associação Nacional de Municípios fez saber que a verba que o ME concede para financiamento das AEC é demasiado baixa e não cobre os gastos com a generalização do Inglês aos 1º e 2º anos. A recente publicação de um despacho, que actualiza os montantes do financiamento (pode chegar aos 262,50 euros anuais por aluno, quando os planos incluem Inglês, Música e Desposto) e estabelece um limiar mínimo de pagamento das horas dos docentes das AEC (o valor mínimo a pagar não pode ser inferior ao do índice 126 da carreira dos docentes do básico e secundário, quando possuam habilitação igual à licenciatura), pode minorar mas não resolve o problema. Receia-se que o problema se agrave, a partir de Setembro, com a generalização das AEC ao 2º CEB.
Saiba mais na Página Web da FENPROF.

sábado, 26 de abril de 2008

Baixos salários dos professores e fraco desempenho dos aluno

Relatório sobre o estado da educação nos EUA conclui que os estudantes norte-americanos têm um desempenho a meio da tabela entre as nações mais desenvolvidas do mundo, muito atrás da Finlândia, Coreia do Sul e Singapura, que ocupam os primeiros lugares. A receita da Finlândia, Coreia do Sul e Singapura está na estabilidade curricular, oportunidades frequentes de desenvolvimento profissional dos professores, programas de mentorado e altos salários dos professores. Exactamente o contrário do que se passa nos EUA. E em Portugal está-se a ir pelo mesmo caminho. As políticas educativas recentes apostam na instabilidade, baixos salários e uma avaliação de desempenho penalizadora e burocrática.

Leia o resto da notícia publicada, hoje, no Christian Science Monitor.