25 de Abril

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quarta-feira, 30 de abril de 2008

O Socialista da treta

O Socialista

Já aqui o afirmei repetidamente, aquela que é a minha opinião sobre o Sócrates; não gosto dele, por o considerar falso, mentiroso, sem carácter e por discordar totalmente do caminho liberal e Bildbetguiano para que nos arrasta. Estes são os sentimentos que sinto por ele num qualquer dia em que nem saiba o que está a fazer. Quando o ouço discursar estes sentimentos transformam-se em náusea e desprezo. Isso aconteceu hoje, quando o ouvi na rádio a discursar, penso que no Barreiro, terra de tradições operárias e de luta contra o antigo regime. Chorava-se de desde sempre o Partido Socialista ser atacado pelos partidos à sua esquerda, desta proposta de alteração de lei do trabalho ser maravilhosa e de quem o criticava só o fazer por maldade, que os contratos colectivos com mais de 10 anos deviam caducar, numa série de verborreia ascorosa que metia dias de dispensa para ir ao banco e coisas do género.
Este dito Engenheiro, que apresenta leis destas, vem depois chorar lágrimas de crocodilo com as saudades de ser chamado de camarada, e jurar por todos os santinhos que é um verdadeiro socialista.
Ele, mas também toda a direita anda preocupada com a politica de direita deste governo. Não por não gostarem dela, mas pelo espaço que isso está a abrir na esquerda do eleitorado PS e que obrigatoriamente será preenchido pelo BE e pelo PCP. É a direita e os seus comentadores de serviço que já falam abertamente das políticas de direita do Sócrates e lamentam que o PS esteja a perder a sua característica de tampão à esquerda, papel que lhe estava destinado e para o qual há muito foi designado. Está preocupada a direita e está preocupado o Engenheiro com medo que esses votos lhe possam vir a fazer falta e, 2009. Vêm por isso aí tempos, em que o vamos ouvir falar dos direitos sociais e dos trabalhadores. Não acreditem nele, é tudo mentira, é tudo falsidade. Este PS é neste momento o pior inimigo de todos nós. Este PS está a fazer as politicas que a direita nunca teve coragem de fazer. Este PS deve ser derrotado nas próximas eleições e o Sócrates entrar na galeria dos ex-lideres partidários. Vá ser comissário, alto-representante ou qualquer outra coisa, mas lá fora, longe daqui. Aqui já estamos mais que fartos dele e das suas histórias. Já fez mal que chegue a este país.

domingo, 27 de abril de 2008

Código do Trabalho: BE insiste nas críticas e diz que Sócrates está "nervoso"

27.04.2008 - 18h22 Lusa
O coordenador da comissão política do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, insistiu hoje nas críticas às alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Governo, considerando que o primeiro-ministro está "nervoso" com a oposição social à esquerda.

"O governo sente que hoje só há oposição à esquerda. E o nervosismo do primeiro-ministro é inteiramente justificado. Há uma fortíssima oposição social a começar pelas vozes PS a quem o primeiro-ministro pede silêncio cúmplice e a quem o BE estende a mão", afirmou Francisco Louça.

Loução falava em conferência de imprensa para responder às acusações de "sectarismo" feitas sábado pelo primeiro-ministro e secretário-geral socialista, José Sócrates, aos partidos à esquerda do PS.

"Os partidos à nossa esquerda (...) falam da precariedade. O PS apresenta medidas contra a precariedade, medidas que nunca foram apresentadas, e ainda assim acham que devem continuar a atacar o Governo e o Partido Socialista. A isso chama-se sectarismo e puro facciosismo e vontade de atacar o PS e o seu Governo", afirmou sábado José Sócrates.

Para Francisco Louçã, as críticas de José Sócrates significam que o primeiro-ministro "sente a fragilidade" das alterações ao Código do Trabalho propostas pelo Governo, que "vão generalizar o trabalho precário". Considerando que o primeiro-ministro "sente o descontentamento à esquerda", Louçã desafiou os socialistas que "querem que o governo cumpra a promessa de aprovar um princípio de integração dos trabalhadores precários" a lutarem por "alternativas à esquerda que possam desafiar a maioria absoluta" de José Sócrates em 2009.

Louçã discordou da ideia defendida por José Sócrates segundo a qual os empregadores serão incentivados a contratar trabalhadores sem termo uma vez que haverá um aumento de três por cento da taxa contributiva para os contratos a prazo. Para o líder do BE, trata-se de uma "ligeira punição", mas, quer os contratos a prazo, quer os recibos verdes "iriam continuar". Quanto aos recibos verdes, a obrigação do empregador pagar 5 por cento da taxa contributiva dos trabalhadores independentes, Louça defendeu que seria apenas "uma taxa liberatória que permitiria que a precariedade se generalize".
Opinião: Parece que depois de os professores terem sido a moeda de troca em relação ao novo código de trabalho, o tiro saiu pela culatra a quem assim fez o "entendimento" uma espécie de acordo que ninguém percebe, só as Centrais Sindicais o poderão explicar melhor!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Os Exploradores desapareceram! Ai Sócrates...Onde está esse Socialismo!

Salgueiro Maia - O herói do Abril silenciado


Salgueiro Maia

Um povo de onde nascem homens como o Salgueiro Maia, homens que lutam por um ideal sem desejarem honras, riquezas ou protagonismos, é um povo que pode acreditar. O meu obrigado a esse herói esquecido e que este povo lhe guarde a memória daquilo que foi e fez e, não deixe que a história dos Senhores glorifique aqueles que depois vieram colher os cravos e o relegaram para o esquecimento de um papel secundário num rodapé de um livro escolar.

25 de Abril....de luto e em luta

24 Abril 2008


24 Abril 2008

Em todos estes anos sempre vivi o 25 de Abril como um dia de festa, o dia em que conheci a liberdade e acreditei que seria minha para sempre. Hoje, depois de ver a nossa soberania a ser vendida a troco de alguns milhões para distribuir por alguns e alguns a condenar muitos milhões a viver nesta “ditadura” democrática de um país de alterne, de falsas alternativas. Custa ver este povo que vi cantar feliz nas ruas a festejar a liberdade, a ser amigo, solidário, a mostrar que o futuro não tinha de ser isto, triste, conformados e desesperançados a ser amansado e manipulado em redacções de televisões controladas pelo poder.
Cantava o Chico Buarque em 78 (como tão pouco tempo depois já os cravos murchavam)

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
E inda guardo, renitente
Um velho cravo para mim

Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto do jardim

Por isso deixei de estar em festa e passeia a estar de luta e em luta. Em luta contra a mentira, contra um futuro sem futuro, contra um país uma vez mais adiado. Estou em luta porque acredito que ainda restará em todos uma semente daquele dia. Estou em luta porque, quem viu este povo nas ruas no dia 25 de Abril de 74 não pode deixar de acreditar, de saber, que quando ele vai reacordar. Nesse dia voltará a haver festa, pá.