25 de Abril

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Mais sobre o regime simplificado e mais um entendimento do ME com a Plataforma

O acordo assinado quinta-feira passada entre Governo e sindicatos estipula que a avaliação de desempenho avança este ano lectivo para os professores contratados e para os docentes dos quadros em condições de progredir, num total de sete mil.

Por outro lado, este ano lectivo as escolas adoptarão um regime simplificado aplicado de forma universal, tendo em conta apenas quatro critérios: ficha de auto-avaliação, a assiduidade, o cumprimento do serviço distribuído e a participação em acções de formação contínua.

Quer neste ano lectivo, quer no próximo, as classificações de "regular" e "insuficiente" terão de ser confirmadas com nova avaliação, no ano lectivo seguinte, antes dos docentes sofrerem eventuais efeitos penalizadores. Leia o resto da notícia da Lusa .

Comentário meu
A ministra desdobra-se em entrevistas e declarações que não mudam uma vírgula à sua política. Continua a acusar os professores de chumbarem os alunos e faz o auto-elogio afirmando que foi ela quem pôs os professores mais tempo nas escolas. Cada vez que a ministra fala, os professores ficam indignados e zangados. Há uma sensação generalizada de mal-estar. Um mal-estar contra o Governo e o ambiente nas escolas, mas também alguma incomodidade face aos sindicatos. Não se percebe qual é a estratégia dos sindicatos. Vão esperar até Junho de 2009 para reiniciar a luta? Até lá, os professores devem aceitar a aplicação do Decreto Regulamentar 2/2008? Ou será que os sindicatos vão associar uma atitude negocial (afinal conseguiram ter lugar numa comissão paritária que vai acompanhar a aplicação do modelo de avaliação de desempenho...) a uma posição beligerante, mantendo a pressão dos professores contra a política educativa do Governo? E como é que se vai expressar essa pressão dos professores durante o próximo ano lectivo? Resistência passiva nas escolas à aplicação do Decreto Regulamentar 2/2008? Novas mega marchas em Lisboa? O silêncio dos sindicatos face a estas questões não pode continuar, sob pena de os professores começarem a ter razões para pensarem que foram traídos.
- Blogue Profavaliação de Ramiro Marques -

Sem comentários: