25 de Abril

sábado, 10 de maio de 2008

Professores britânicos criticam

Professores britânicos criticam obsessão do Governo pelos exames e testes.


A National Union of Teachers (principal organização sindical dos professores britânicos) veio a público, durante o seu congresso, realizado esta semana, criticar a obsessão do Governo pelos exames e exigiu que se regresse a um currículo mais liberal e a uma avaliação menos centrada nos testes escritos e exames. A organização sindical britânica criticou, igualmente, a opção pela existência de um currículo na pré-escola, defendendo, ao invés, um programa educativo pré-escolar mais centrado no jogo e na aprendizagem autónoma. A crítica estendeu-se às propostas do partido conservador que apontam para um regresso a um currículo mais factual e centrado em conteúdos.

Comentário
Parece que José Sócrates e o ME têm a tendência para copiarem o que de pior é feito nos outros países. Em vez de seguirem o exemplo da Finlândia onde a avaliação dos professores é de natureza informal e onde a avaliação dos alunos se baseia, sobretudo, em portefólios e na avaliação contínua, optarem por imitar a Grâ Bretanha, no que diz respeito à obsessão pelos exames, e o Chile, no que se refere à avaliação dos professores. Os exames não são uma panaceia. É necessário que haja um equilíbrio entre, por um lado, uma avaliação baseada em portefólios e em trabalhos de alunos e, por outro, uma avaliação feita pelo exame. Há competências de aprendizagem que não podem ser avaliadas pelo exame.
Em Portugal, a obsessão pelos exames é partilhada pelo Governo e pelo CDS. Quando CDS vem a público defender mais exames, não percebe que uma grande parte do que se aprende na escola não pode ser avaliado por testes escritos. Tanto o Governo como o CDS fariam melhor se defendessem uma diminuição dos alunos por turma, formação contínua para professores, programas menos extensos, menos áreas curriculares e cargas horárias semanais mais reduzidas. Tanto o Governo como o CDS fariam melhor se defendessem mais estabilidade para o sistema, menos regulamentação, menos burocracia e menos controlo das escolas por parte das DREs e do ME.

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