25 de Abril

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Ramiro Marques: Foi difícil aguentar até ao fim, mas vi


Ainda pensei em não ver, mas a insistência de colegas levou-me a ficar meia hora de olhos postos na TVI. Foi ontem, entre as 21:10 e as 21:40. Estoicamente, aguentei ver a entrevista que a jornalista Constança Cunha e Sá fez a MLR. Conclusões a tirar:


1.Constança Cunha e Sá estava pouco preparada, muito nervosa e com má dicção.


2.MLR foi trapalhona quando falou sobre o Estatuto do Aluno: invocou artigos errados e disse asneiras a propósito da legislação que o suporta.


3.MLR não larga a cassete: rigor, mérito, avaliação, responsabiliade das escolas e autonomia. Só que ela lança para o ar essas palavras e restira-lhes a substância. Usa-as como meros slogans que, de tanto serem repetidos, passam por verdades.


4.Constança Cunha e Sá não soube exercer o cotraditório porque é muito difícil a um não jurista e a um não especialista mover-se no território minado e labríntico da legislação escolar, tantos são os decretos, decretos regulamentares, portarias e despachos. Uma floresta de enganos!


5.MLR voltou a defender as progressões automáticas e disse que se podia atingir esse objectivo de forma natural, leia-se, dificultando de tal forma os “chumbos” que os professores desistirão de reprovar alunos.


6.MLR voltou a deitar a culpa dos males para cima dos professores e das escolas.


7.Não há paciência para MLR. Por favor, podem colocá-la no conselho de administração de uma grande empresa pública ou levá-la para Bruxelas, mas tirem-na do ministério da educação!

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